Quando as coisas não acontecem como você planejou

Fabiana Santos cartões de embarque

Por Fabiana Santos (Fabiana@fabianasantos.com.br)

Neste artigo, escrito dentro do avião, quero compartilhar uma experiência de planejamento que “furou” e alguns aprendizados. Assim é a nossa vida… cheia de situações corriqueiras e de situações inesperadas que, se estivermos atentos, são repletas de ensinamentos. Mas só se estivermos atentos…

Então lá vai! Vou ter que contar uma estorinha para você entender a mensagem, pode ser? É que os detalhes são importantes neste caso (talvez em todos os casos…).

Ultimamente, planejar para mim tem sido uma “curtição”. Isso mesmo! Tenho  propositadamente reservado tempo para me organizar, pensar, projetar,  porque descobri que adoro ficar imaginando como as coisas vão acontecer e me planejar para elas.  Para mim é quase um jogo… E não posso deixar de dizer que é uma delícia quando vejo o que foi planejado dando certo!

Fazer longas viagens de avião não tem nenhum “glamour”, embora possa parecer que tenha. Pois é, aqui estou eu dentro do avião (exatamente enquanto escrevo isso)  que vai de San Jose (no Vale do Silício, Califórnia) para Dallas, escala para o meu destino quase final, que é Miami. Em Miami, tenho uma espera de 5 horas, antes de pegar o voo de volta para o Brasil e chegar em casa na manhã do dia seguinte. Essa informação é relevante para que você possa entender que se trata de um dia e uma noite de aeroportos e aviões e ter uma ideia de como o planejamento para uma viagem como essa pode ser relativamente complexo se quiser utilizar o seu tempo  para estudar, trabalhar, enfim,  fazer alguma coisa útil e ter um pouco mais de conforto.

A principal parte do planejamento consiste na decisão e no arranjo dos itens que vão na bagagem que será despachada e dos que levo comigo no avião. Fiquei, sem brincadeira, umas duas horas planejando esse arranjo,  baixando arquivos e aplicativo no celular, ajeitando tudo para levar comigo na malinha de bordo e na bolsa,  com a intenção de despachar o resto.  Não estou contando aqui o tempo de arrumar as malas, que já estavam praticamente prontas.

Arrumei a malinha para que ela contivesse tudo o que preciso dentro do avião e durante a espera nos aeroportos: meu travesseirinho, uma pequena nécessaire, meu computador, com o seu carregador, livros, papel para escrever, um casado mais leve para o dia e um mais pesado para usar no voo da noite, além de alguns itens eletrônicos que comprei e que queria proteger de impactos desnecessários.

Acontece que aqui nos States, você paga para despachar a sua bagagem nos voos domésticos. Paga por cada mala e não é barato! E o efeito disso é que as companhias aéreas acabam fazendo com que praticamente todas as pessoas levem consigo a tal da malinha. Eu fui ficando para o final da fila na hora do embarque e… your attention, please! A companhia aérea avisando que não havia mais espaço para colocar malinhas dentro do avião, os maleiros estavam lotados, portanto todo mundo que ainda não havia embarcado teria que despachar suas malinhas, “sem custo”, claro… Aham… Como dizem por aqui… Oh, my god!!

E agora? O que deixo na malinha e o que levo comigo? Veja bem, são 8 horas até chegar em Miami, onde poderia retornar para o esquema que planejei originalmente. Solução: vesti o casaco leve e ainda bem que escolhi uma bolsa maior para trazer comigo e pude tirar da malinha o eletrônico mais frágil de todos, o computador e um livro. Foi o que deu para trazer. Fiquei sem o resto…

O eletrônico ou o travesseirinho? Lá se foi o travesseirinho… Lá se foi escovar os dentes depois do almoço porque a nécessaire também foi embora… Abri mão de alguns itens e priorizei outros, não sem uma certa frustração, agonia, sentimento de injustiça e receio de que os eletrônicos que ficaram na malinha se quebrassem com o manuseio de avião para avião para aeroporto. Pedi para colocarem uma etiqueta de “frágil” na malinha e, bem, fiquei com a bolsa lo-ta-da! Por último, lá se foi minha elegância, porque, além da bolsa disforme, tive que carregar o computador na mão, como se fosse um livro. Agora é que não tem glamour mesmo!

Como tento manter o meu “modo de aprendizagem” sempre ativado, o que eu aprendi com essa experiência? Aí vai a lista:

A primeira e mais óbvia aprendizagem foi: agora estou entendendo porque o povo aqui paga mais caro para entrar primeiro no avião. (Rsrsrs) Sim, é importante saber porquê as coisas funcionam como funcionam.

Aprendi que as minhas duas horas de planejamento valeram a pena, porque consegui me adaptar com agilidade à mudança inesperada de planos. Essa é a característica de um bom plano! Você consegue fazer ajustes com agilidade porque os objetivos estão muito claros. E você permite espaço para a intuição surgir no momento em que planeja, quando planeja com calma. Olha como foi importante para mim ter escolhido uma bolsa maior e tê-la deixado quase vazia, apenas com os itens essenciais. E, atenção! Os planos serão ajustados.  Às vezes, são ajustes mínimos, às vezes, são grandes alterações. Já pensou nisso? Você reconhece um bom plano quando você é capaz de enfrentar o imprevisto e se adaptar com relativa facilidade!

Como é possível aprender e reaprender a mesma coisa várias vezes, sob diferentes ângulos, aprendi também que quando as coisas não acontecem como você gostaria, confiar é fundamental e faz toda a diferença na maneira como você vivencia os acontecimentos e nos resultados que você obtém. Na verdade, é a única coisa a ser feita…. De que adianta eu me preocupar com o meu dia fora dos eixos e com os itens que poderiam quebrar na malinha? Eu decido confiar. Quero destacar a palavra “decido”. E esse sentimento ficou mais forte com o sorriso do rapaz para quem eu entreguei a malinha. E ficou mais forte ainda quando, ao me sentar, me dei conta de que ganhei um artigo com essa confusão! E ganhei inspiração! Ao refletir sobre essa experiência, vi o seu valor e bateu uma vontade enorme de escrever! Inspiração! Como os momentos inspirados são preciosos! Aqui estou eu escrevendo como se estivesse fazendo um download!

E você? Está se dando o tempo necessário para planejar as coisas importantes para você?  E se a resposta for sim, está vivenciando com prazer esse momento de planejar? Por favor, me conte, vai!

Quero saber também se você está exercitando a confiança quando as coisas não acontecem do jeito que planejou ou como gostaria. A confiança reflete um sentimento positivo diante da adversidade (lembrando que a adversidade pode ser só aparente!). Quando você confiança, se sente bem e, por isso, é capaz de pensar com mais clareza e criatividade. Não foi o que aconteceu comigo? Acabei de criar este artigo.

Ei, deixe um comentário abaixo para eu saber o que você achou!

Seja feliz!

Ps. Meu dia foi produtivo e agradável e nada se quebrou.

Fabiana Santos é coach e servidora pública federal. Sua missão é inspirar e instruir pessoas a viver de uma maneira mais leve e prazerosa e, com isso, alcançar mais resultados em suas vidas. Inscreva-se nos sites fabianasantos.com.brcandidatoaprovado.com ( este último direcionado especificamente para preparação para concursos públicos) para acessar vídeos exclusivos da autora.